Encontrei em um site alguns anúncios e pôsteres vintage de bibliotecas e de incentivo à leitura de meados do século XX, espero que vocês curtam. O devido crédito das imagens está no final do post. ^^
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Princesas versão Pin-up
Taí, roupas provocantes e muita sensualidade. O quadrinista J. Scott Campbell transformou as princesas (nem todas são) em pin-ups. Qual a sua favorita?
via zupi.com.br
Personagens queridos e seus fins trágicos
Não disse que o Halloween começaria cedo por aqui? Encontrei algumas ilustrações um tanto trágico-cômicas de Ben 6835 onde personagens muito conhecidos pelo público são assassinados pelos seus companheiros e alguns até mesmo cometem suicídio. Para saber mais sobre o ilustrador visite o seu Flickr.
Fonte: Zupi
Princesas Zumbis
O artista Kendel Marce criou uma série de pôsteres onde mostra as princesas da Disney na versão zumbi (zumbis estão com tudo!). Eu gostei das suas versões "zumbísticas" das princesas, mas achei que faltaram alguns detalhes (quem sou eu pra falar, né?).
Bom, mas agora é a vez (se bem que não sei se ele fez antes ou depois do Kendel) do tailandês Witit Karpkraikaew transformar Cinderela, Bela etc. em zumbis. Adorei o trabalho dele, bem detalhista e super colorido.
Nina
Como hoje é o Dia do Cinema Brasileiro, vou falar sobre um dos meus filmes favoritos.
Nina é o filme de estréia do diretor pernambucano Heitor Dhalia. O thriller psicológico de 2004 é uma adaptação livre da obra de Dostoiévski, Crime e Castigo.
Fiz um trabalho sobre o filme na faculdade. Na verdade, sobre o site do filme, pelo qual já havia me apaixonado. O trabalho: analisar a estética do site e criar uma ilustração ou objeto que representasse o que observamos. Entre ilustração e objeto, optei por um objeto. Um espelho, pequenininho (daqueles que se encontram aos montes por 1 real). Pintei o espelho com tinta preta, não todo, apenas fiz uns borrões. Entreguei para cada um da sala o espelho em um saquinho preto fechado com uma fita preta. A reação da turma foi exatamente a que eu queria. Mas qual era o meu objetivo?
A estética do site segue a mesma do filme, expressionista. No filme, Nina, vivida por Guta Stresser, encontra-se em um estado mental deteriorado. Ela vê o mundo de determinada maneira, e o longa segue esse aspecto, fazendo com que vejamos a partir do ponto de vista da personagem. Um mundo deturpado, niilista, assustador, selvagem. E o expressionismo é exatamente isso. Uma estética voltada para a deformação da realidade, a fim de expressar com maior subjetividade a natureza e o ser humano, dando maior atenção a expressão dos sentimentos do que a descrição objetiva da realidade.
Voltando. Meu objetivo era provocar na turma, em um primeiro momento, surpresa, dúvida. O que eu queria, em um segundo momento, era exatamente fazê-los verem a si mesmos de uma forma deturpada (já que o espelho estava todo manchado), assim como a personagem.
Mas retomando ao longa. Nina é uma garota "desajustada" que vive no centro de São Paulo, em um quarto alugado. A proprietária do apartamento é uma velha rabugenta, dona Eulália, vivida por Myrian Muniz, e que serve de alvo para toda a loucura de Nina.
Nina tem fome, não tem dinheiro, vive em um mundo hostil a sua volta que se interliga ao seu próprio mundo interior. Nina nega a realidade e cria um mundo só dela.
Seus pensamentos estão concentrados, de forma obsessiva, na morte de dona Eulália. Tais pensamentos são representados por desenhos sombrios do cartunista Lourenço Mutarelli.
O filme conta com pequenas participações de grandes atores e atrizes, como Renata Sorrah, Lázaro Ramos, Selton Mello etc.
É um filme sombrio que se utiliza de recursos de animação (Kill Bill, de Tarantino, também utiliza-se desses recursos, mas Nina foi feito antes de Kill Bill).
Um filme pesado, que parece se tornar um pesadelo enquanto você entra na mente da personagem. Longa indispensável.
Infelizmente não encontrei o site do filme. Faz tempo que entrei nele. Nem sei se está mais no ar.
Bruxas, Bruxos e os Feitiços Mais Cruéis que se Podem Imaginar
Sempre fui fascinada por contos de fadas. Era só sair um lançamento da Disney que lá estava eu na fila do cinema e assistia ao longa uma, duas, três vezes... (coitada da minha mãe!), depois dava uma passada no McDonald's e comia um Big Mac (eu era uma criança com um estômago e tanto!) e, satisfeita, a última parada era a livraria (vício antigo). Também vivia desenhando princesas, coisa que não faço muito ultimamente. Esse desenho deve ter uns 4 anos:
Quando soube da Coleção contos de fadas celtas da Martin Claret é claro que fiquei louca para ler os livros! Há pouco tempo venho buscando ler as histórias de contos de fadas sem as modificações que vemos nas histórias da Disney e contos de outras regiões que acabamos por não conhecer. Bruxas, Bruxos e os Feitiços Mais Cruéis que se Podem Imaginar é o segundo volume que compõem as quatro obras da Coleção de contos de fadas celtas. Serão lançados também outros volumes com contos de fadas de diversas regiões. \o/
Deliciei-me com o livro. É pura magia! São 10 contos em 136 páginas com uma diagramação ótima e belas ilustrações.
Não dá para eleger um conto favorito. Todos são especiais e de uma sensibilidade incrível, além disso, é ótimo poder conhecer outra cultura através de seus contos. Cada um deles traz uma "moral da história", algumas vezes de forma explícita, outras não, por isso vale a pena prestar bastante atenção em cada conto, apesar da leitura ser bem leve e fluir super bem.
Bruxas... Algumas são más, terrivelmente más! Outras, nem tanto. E existem ainda algumas que são verdadeiras heroínas. É uma pena que só se conheçam as más. Elas foram as que ficaram mais famosas na história da humanidade, afinal, fizeram tantas coisas terríveis que é difícil de esquecer. Mas existem também as boas. E há feiticeiros... Quem nunca ouviu falar de Merlin, por exemplo - o mago celta que ajudou o Rei Artur?
Pois então deixe de lado o preconceito e abra este livro. Nele, você encontrará 10 contos sobre bruxas, bruxos e seus feitiços extraordinários. São contos da cultura celta que foram recolhidos da tradição oral e recontadas por Joseph Jacobs, folclorista e estudioso dos mitos e lendas britânicos. Você pode acabar descobrindo que feitiços são muito interessantes - às vezes cruéis, outras, divertidos. Mas tome cuidado! Entre um conto e outro, sem que se dê conta, você pode acabar completamente encantado.
Por fim, deixo outro desenho (velho) meu aqui, não de uma princesa, mas de uma bruxa. (:
Black Hole - Vol. 1 e 2
Black Hole - Introdução à Biologia, é o primeiro volume da excelente graphic novel ganhadora do Eisner Award de Melhor Álbum e nove Harvey Awards, de Charles Burns.
A história se passa em meados dos anos 1970, nos arredores de Seattle. Uma praga começa a se disseminar nos jovens pelo contato sexual e em cada um dos infectados (a praga parece não poupar ninguém), ela se manifesta de forma diferente. Alguns ficam com apenas algumas manchas pela pele enquanto outros se transformam em verdadeiras aberrações, tornando-se uma mera recordação do que foram no passado.
A juventude parece ser a porta de entrada para o purgatório, nesse clima de horror onde a história se desenrola, e o sexo é o início de um pesadelo. A vida parece ser uma roda-viva cheia de provocações e injustiças.
Os jovens reagem de diversas formas com relação as transformações e a própria juventude e no decorrer da história estranhos assassinatos vão ocorrendo.
Em Black Hole - O Fim, segundo volume dessa graphic novel aterrorizante e com ilustrações em preto e branco perfeitas e cheias de detalhes, os jovens continuam sendo infectados, virando verdadeiros monstros (um paralelo com a adolescência?), fugindo para poderem encontrar sua liberdade dentro de um corpo "marcado" pelas atitudes tomadas. As drogas, o tédio, o sexo e a insanidade continuam a toda nesse volume.
Imperdível!
A história serviu de inspiração para um ensaio fotográfico, fruto da parceria do fotógrafo Max Oppenheim e o artista protético Bill Turpin. Tudo foi cuidadosamente elaborado para manter a fidelidade aos quadrinhos (argh). Se estiver comendo não prossiga!
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